quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

As vezes em que me fraturei parte 8 - Cotovelo

Pois é... pensei que a parte 7 seria a última postagem desta série no blog e infelizmente estava enganado.

Acontecimento bem recente, fraturei o cotovelo esquerdo em outubro deste ano (2018) de uma maneira inusitada (pra variar).

Tudo começou por conta de uns barulhos que havia algumas semanas estava eu escutando no forro de casa. Era uns barulhinhos de bichos andando pra lá e pra cá. Geralmente durante a noite, de madrugada. Pensei, deve ser rato, e lá fui eu subir no forro armar ratoeiras e colocar veneno. Na outra casa em que eu morava já havia ocorrido isso e as ratoeiras ou veneno davam conta.

Fato é que passaram os dias e nada de surtir efeito. Tudo intocado, parece que nem davam atenção às armadilhas, e os barulhos continuavam. Até o fatídico dia - ou madrugada - em que acabei me estrepando.

Foi numa madrugada de quinta feira, 1:30 da manhã, parecia que havia mais que um bicho. Os barulhos estavam mais fortes, parecia que estavam fazendo uma festa no forro. Eu já estava quase indo dormir, quando resolvi subir a escada e tentar pelo menos ver se era realmente rato, pois até então nem sabia o que de fato era. 

Peguei a escada, armei ela, depois peguei uma lâmpada liguei na tomada com a extensão e subi. Ao abrir o alçapão do forro e começar a iluminar, ouvi um alvoroço bem atrás de mim. Resolvi subir rápido até o ultimo degrau e me virar, na esperança de finalmente ver o que era. Foi quando senti a escada abrindo. O ferro que segura o meio saiu do encaixe e a escada abriu as pernas. Foi tão rápido que nem consegui reagir. Caí lá de cima com os braços esticados. 
Na queda, bati o joelho, os dedos dos pés, o nariz e os dois braços. No chão sentia dor em tudo isso, mas a maior era no cotovelo esquerdo. Sabia que tinha fraturado pois já conheço a dor. As demais coisas não tinha certeza, mas o pensamento era: "me quebrei de volta, não é possível".

A escada é bem parecida com essa, mas de um modelo mais antigo, 
de ferro, e no lugar das fitas, muito mais segura, o meio é preso apenas com um ferro
que segura as pernas de abrir.

Lá fui eu ao pronto atendimento de madrugada. Cheguei lá, tirei raio-x de tudo que tinha direito e descobri que havia fraturado o rádio e a ulna. Depois pra confirmar, no exame de tomografia o médico viu ainda que o rádio ainda tinha saído do lugar (luxação da cabeça do rádio). Resumindo a história, precisaria operar.

Fazer o que. Saldo da história: cotovelo operado, placa e mais sete parafusos. Hoje são aproximadamente 60 dias da cirurgia e felizmente a recuperação foi muito boa. Recuperei quase 100% do movimento normal, os ossos estão consolidados e apesar de não ter terminado as sessões de fisioterapia, já não sinto mais as dores terríveis que sentia quase todo instante no braço.

Mais uma história que fica, mas espero não ter mais dessas pra contar.

PS. Sobre os supostos ratos e barulhos, curiosamente depois do ocorrido os barulhos simplesmente desapareceram, nunca mais ouvi nada...