quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

As vezes em que me fraturei parte 2 - Dente

Seguindo a ordem cronológica das quebraduras, não podia deixar de fora as histórias dos dentes. A primeira aconteceu mais ou menos um ano depois de ter quebrado o braço. O fato ocorreu na escola, a mesma que havia comentado no post anterior, que me dava angústia de ter que ficar parado a tarde inteira ao invés de poder ficar correndo livremente. Como era uma criança muito elétrica, sempre que havia oportunidade lá estava eu correndo pra lá e pra cá, até gastar as energias. 

Num belo dia aconteceu de a professora que dava aula para nossa turma ter um compromisso no horário da aula e como a escola não podia nos dispensar para casa, deixou a turma livre no pátio. Alguns ficaram jogando bola, outros apenas conversando e outros brincando de pega-pega. Como não gosto de futebol, fiquei no terceiro grupo e é claro, aproveitei pra correr bastante.

Lá pelas tantas, no meio da correria tropecei e caí de boca no chão. O inevitável (ou evitável?) havia ocorrido: tinha quebrado um dos dentes incisivos ao meio, além do canto do lábio superior ter batido e cortado.


Doeu bastante e minha façanha me rendeu quase ter que retirar o restante do dente e colocar uma prótese no lugar, pois já era dente permanente. Meu dentista chegou até a comentar durante a restauração que ele parecia estar pisando em ovos. Como tinha sido grande, o procedimento não era garantia que iria ficar muito forte e que eu deveria evitar de morder maçã ou outras coisas com aquele dente. 

Resultado, já se passaram uns 25 anos (como to véio) e até hoje a restauração não deu problema ou caiu, com exceção de uma vez que lascou um pedacinho, mas foi preciso só dar uma retocada e resolveu. O canto do lábio, por sua vez, apesar de não ter sido preciso dar ponto, nunca mais voltou a ser o que era e dá para perceber o lugar onde havia machucado.


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

As vezes em que me fraturei parte 1 - Braço direito

Há pessoas que sofrem acidentes fenomenais e saem ilesas, enquanto que alguns acidentes por mais esdrúxulos que pareçam produzem consequências trágicas. As histórias das minhas 5 fraturas (sete se for contar os dentes) não se encaixam em nenhuma das situações acima, mas são tão únicas e algumas tão improváveis que refletem o quanto sou azarado. Vamos às elas:


Apostando corrida contra o vento

Eu era dessas crianças "elétricas" que gostava muito de correr e pular. Estava eu na pré escola, com uns 5 ou 6 anos quando isso ocorreu. Era um dia quente e minha aula era a tarde. Não gostava de ter aula durante a tarde, principalmente na infância. Eu sempre fui bastante comportado e como era muito agitado, me dava angústia de ter que ficar parado a tarde inteira na sala de aula, enquanto perdia o tempo de ficar correndo e pulando livremente. 
Esse dia em especial, além do calor abafado, estava com energia acumulada, e a vontade era de sair correndo assim que saísse da escola.

Depois que a aula acabou, voltei pra casa e o tempo começou a mudar, como que estivesse se preparando para chover. Não demorou muito e começou a esfriar, com um vento frio gostoso amenizando aquela sensação toda de abafamento. Aquilo foi um convite pra fazer o que estava com vontade de fazer a tarde toda: sair correndo como um doido, pra aproveitar ainda mais aquele vento. Foi aí que me veio a ideia: vou apostar uma corrida contra com o vento, vou correr mais rápido que ele e vou saber disso se eu não sentir ele batendo em mim. 

Trajeto definido e sem limite pra quanto tempo duraria a corrida, lá fui eu, correndo pelo quintal de casa como se não houvesse um amanhã, adorando aquela sensação de liberdade e de "fuga". O terreno de casa era bem grande e não sei quantas voltas em torno dele dei, mas foi suficiente para começar a escurecer. 




Com a luz já não tão forte e no auge da correria, sentia meu corpo quente, e a pouca luz dava a sensação que estava correndo ainda mais rápido: estava ganhando do vento. Foi aí que a natureza decidiu me passar a perna (com o perdão do trocadilho): como já estava começando a anoitecer  e já confiante do caminho, não vi a raiz de uma árvore que saía do chão, de modo que meu pé passou por baixo dela e tomei uma "rasteira" da raiz. No mesmo instante fui para o chão, com o corpo caindo em cima do braço direito.

Na hora já senti a dor e olhei para o braço, estava torto. Fiquei super assustado e voltei correndo chorando avisar meus pais. Assim que eles viram, já me falaram o óbvio: havia quebrado o braço.

Pegamos um táxi e fomos a uma clínica ortopédica. O médico em plantão estava jantando e a secretária avisou que ele iria demorar um pouco. A ansiedade e expectativa do médico chegar logo deixaram a dor ainda maior. Quando ele chegou, pediu para eu contar como havia conseguido fazer tal façanha e eu contei da corrida contra o vento.

Ele deu risada e perguntou se eu estava pensando se era um foguete, pra ter essa ideia de "vencer" o vento. Fiquei sem graça e respondi com um sim envergonhado. Após três meses de gesso, estava com o braço novo em folha. Aos poucos fui esquecendo do ocorrido, mas mal sabia eu das outras, que estariam por vir.

Continua na parte 2....










Iniciando os trabalhos

Depois de um tempão sem atualizar aqui eis que resolvo reviver este blog, que já existe há bastante tempo, mas por questões de falta de tempo, criatividade e preguiça mesmo não o atualizava mais. 

Este blog nasceu primeiramente com o objetivo de postar coisas engraçadas, memes e outras baboseiras, mas com o passar do tempo a preguiça foi tomando conta e acabei deixando abandonado por anos. 

Agora, estou disposto a retomar o blog, mas com um objetivo e abordagem diferente, que é postar assuntos variados, principalmente sobre meu cotidiano e contar algumas histórias bizarras pelas quais já passei.

Acho que essas coisas merecem ser registradas e compartilhadas e seguindo essa filosofia, eis que renasce o blog. Então, vamos ao trabalho!